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sexta-feira, 16 de maio de 2008

Formigas 'loucas' invadem computadores no Texas


Um grupo de formigas que aparentemente chegou ao Texas (EUA) em um navio cargueiro se espalhou pelas casas e escritórios de Houston, comprometendo o funcionamento de computadores. Além de se alimentar de plantas e outros insetos, como joaninhas, essa espécie morde humanos e é atraída por equipamentos elétricos, por um motivo que os cientistas ainda desconhecem.

Essas formigas do gênero Paratrechina são chamadas de crazy rasberry – “crazy” (louca) por não andarem em filas e “rasberry” em homenagem a Tom Rasberry, um exterminador que travou uma batalha contra elas. Como têm esse gosto exótico para formigas, elas já fizeram alarmes de incêndio disparar, invadiram um medidor de gás doméstico e também bombas usadas no esgoto. Os insetos “loucos” já foram encontradas no centro Johnson Space, da Nasa, e perto do aeroporto Hobby, mas não causaram danos nesses locais.

“Elas são criaturas muito pequenas, do tamanho de pulgas, e estão em todos os lugares. Há milhares e milhares delas. Se você já viu uma corrida de carro, pode imaginar como elas são. Elas caminham rápido, rápido, rápido. São loucas”, afirmou Patsy Morphew, de Pearland, que constantemente varre as crazy rasberry do quintal e as remove de sua piscina.

Elas se espalharam por cinco regiões de Houston desde a primeira vez que foram vistas no Texas, em 2002. Os cientistas não sabem dizer de onde elas vieram, mas suas primas – as chamadas “formigas loucas” – são encontradas na região do Caribe. “Seria praticamente impossível erradicá-las, pois elas já estão muito espalhadas”, afirmou Roger Gold, entomologista (especialista em insetos) da Universidade Texas A&M.

Os exterminadores de insetos dizem que as “vítimas” – estejam elas em residências ou empresas ficam frustrados – pelo fato de as formigas serem resistentes a inseticidas. “A população cresceu de maneira tão intensa que esses produtos simplesmente não fazem efeito”, afirmou Jason Meyers, estudante de doutorado dessa mesma universidade, que está escrevendo uma dissertação sobre essas formigas.

E quando se trata das crazy rasberry, não basta matar a rainha. Especialistas afirmam que cada colônia têm várias dessas líderes, que precisam ser eliminadas. Quando os exterminadores conseguem matá-las, as sobreviventes ainda tiram vantagem da situação, empilhando as formigas mortas e criando uma “ponte” para atravessarem superfícies com pesticida. O departamento de agricultura do Texas trabalha junto à Universidade Texas A&M para encontrar maneiras de deter esses insetos.

FONTE: G1

quarta-feira, 7 de maio de 2008

Notebook brasileiro ultraportátil é anunciado em SP

A Positivo Informática anunciou em São Paulo o Mobo, notebook ultraportátil com tela de 7 polegadas e baixo custo. Inédito no País, o Mobo foi desenvolvido para atender aos usuários que precisam de máxima portabilidade ou que desejam adotar o produto como segundo notebook. Junto com a versão "adulta" também chega o Mobo Kids, voltado ao público infantil. Tanto o Mobo quanto o Mobo Kids custarão R$ 999 em lojas de todo o Brasil. A previsão é a de que o Mobo esteja disponível para venda a partir da semana do dia 23 de maio e o Mobo Kids, em julho.

Com peso de pouco mais de um quilo, processador Intel Mobile ULV de 1 GHz, 512 MB de memória RAM e capacidade de armazenamento de 2 GB (memória Flash), o Mobo cabe na palma da mão e pode ser transportado facilmente em mochilas, bolsas e pastas executivas.

Segundo o presidente da Positivo Informática, Hélio Bruck Rotenberg, o Mobo surgiu com a idéia de que toda criança pode ter um computador, com facilidade de recursos e custo acessível, conceito explorado pela empresa para viabilizar comercialmente a novidade para o público adulto também.

Um dos pontos fortes do produto, além de suas medidas compactas, é o design, que foi concebido para aliar beleza e diversidade de conexões como portas USB, leitor de cartões SD/MMC/MS e rede sem fio 802.11b/g. Dentre os recursos extras estão a webcam integrada, trava de segurança e o discador Positivo, que dá acesso à Internet discada sem a necessidade de pagar um provedor. O Mobo vem ainda com o sistema operacional Windows XP Home.

Outro benefício do Mobo é o consumo de energia reduzido, com a bateria agüentando cerca de quatro horas, segundo a Positivo.

Comparando as edições adulta e infantil do produto, o Mobo Kids possui design mais lúdico, com estampas coloridas, tem processador de 900 MHz (contra os 1 GHz do Mobo adulto) e o seu teclado é resistente a líquidos. O Mobo Kids vem acompanhado ainda por uma capa de couro com alça.

FONTE: Fernando Katayama (Redação Terra)

sábado, 3 de maio de 2008

Museu da informática em Paris conta a história da Era Digital

O começo da Era Digital já está virando peça de museu. Pela primeira vez na Europa, um Museu da Informática abre as portas para contar como os primeiros computadores evoluíram de grandes e pesadas máquinas que desenvolviam apenas cálculos matemáticos, no início do século 20, até os notebooks de hoje, que podem pesar menos de um quilo e ao mesmo tempo armazenar dezenas de gigabits em dados.

Não foi fácil para Philippe Nieuwbourg convencer o meio cultural de Paris de que a hora de abrir um museu de informática havia chegado. "Passei cinco anos tentando todo o tipo de contato possível, mas todo mundo dizia que as palavras museu e informática simplesmente não combinavam", recorda. Apaixonado por Internet, ele decidiu então apresentar o projeto à iniciativa privada e no ano passado conseguiu nada menos do que o último andar do Grande Arco de la Défense, o monumento-símbolo do bairro mais moderno da capital francesa, para apresentar uma exposição.

Atmosfera mais perfeita para falar da história da Era Digital, impossível. "Comecei com a exposição de um acervo pessoal e na medida em que a idéia foi se disseminando, pessoas e empresas do mundo todo me procuraram para negociar aparelhos antigos", lembra. O sucesso de 250 mil visitantes foi suficiente para convencer os proprietários do espaço a abrigar definitivamente o museu. Até então, apenas os Estados Unidos dispunham de um museu do gênero.

Inaugurada na semana passada, a coleção permanente de quase 300 peças é capaz de detalhar passo-a-passo da história digital ao longo de um século. A mostra se inicia pelas calculadoras mecânicas industriais, com cerca de 14 quilos cada e que, a partir da década de 40, passaram a ser alimentadas por lâmpadas. Com a eletricidade, eram capazes de realizar cálculos mais complexos até que durante a Segunda Guerra Mundial os serviços de informação do Eixo e dos Aliados desenvolveram equipamentos que gravavam dados criptografados. Era o início dos editores de texto.

Na época, um computador era alimentado por 70 mil lâmpadas internas e pesava em média 27 toneladas. Após a guerra, os norte-americanos perceberam que aquele poderia ser apenas o começo de uma mina interminável de descobertas e decidiram investir a fundo na informática. Na década de 50, criaram os primeiros computadores, tão pesados e incipientes que ocupavam uma sala inteira para apenas uma máquina. "Cada armário correspondia ao que hoje é um circuito. Um armário era o disco rígido, outro captava informação, outro a processava e um quarto a imprimia", explica Nieuwbourg, um ex-jornalista e viciado no assunto. A impressora funcionava por meio de um esquema interno de mini-martelos, que batiam na letra desejada e assim transmitiam o dado do computador para o papel. "Era um barulho ensurdecedor. Hoje quando alguém reclama da sua impressora barulhenta é porque não consegue imaginar como o simples fato de imprimir era um pesadelo no início da informática."

A partir de então, o tamanho e o peso dos computadores foi diminuindo ano após ano. O disco rígido - que era, literalmente, formado por discos - já conseguia guardar 7 Mb no início dos anos 70. Os norte-americanos lideravam no desenvolvimento de novos produtos, mas foi um francês, François Gernelle, quem inventou o Micral, o primeiro micro-computador com finas placas de silício para armazenar os dados, em 1971.

Em 1973 foi criado o americano Osborne, o primeiro computador portátil - embora seus 12 quilos da época não permitissem muita mobilidade. "A idéia era de agrupar toda a sala de informática de 10 anos antes em um só aparelho móvel. Ele não tinha nem bateria, nem disco rígido, mas na época era uma revolução."

Até então, os computadores ainda eram um produto restrito às universidades e aos serviços de informação dos governos, mas menos de dez anos depois, em 1981, a IBM lança o primeiro computador comercial. Dois anos após, a Apple cria uma tela que possibilita recursos gráficos - até o momento, os computadores geravam apenas letras e números e não imagens. Foi quando as famílias começaram a se interessar pela máquina, impulsionando o lançamento de modelos mais baratos como o IBM que registrava as informações em fitas K-7 convencionais. "A confiabilidade era quase nula", brinca Nieuwbourg. "Mas ter um computador começava a ser sinal de status social." Nesta época, um computador comercial não saía por menos de R$ 40 mil.

No início da década de 90, os primeiros sinais de Internet começam a aparecer, quando os computadores passaram a realizar ligações telefônicas. De lá para cá, o sistema só evoluiu cada vez mais rápido até que,, recentemente, foi lançado o primeiro computador portátil sem disco rígido.

"Queremos também dar uma idéia de para onde vamos na informática. O plano do museu é mostrar o passado, o presente e o futuro", explica o fundador do estabelecimento. "Não duvido que daqui a cinco anos as telas sejam projetadas no ar, como no filme Minority Report. A tendência é de que a informática se transforme em uma coisa menos eletrônica e mais humana, com toques e gestos reais", aposta Nieuwbourg.

Outras duas salas de exposições temporárias completam as atrações do museu. A primeira mostra a história do surgimento da Internet e a segunda apresenta obras artísticas desenvolvidas pelo designer Stéphane Mathon. O museu está aberto todos os dias da semana das 10h às 19h.

FONTE: TERRA

quarta-feira, 30 de abril de 2008

Homem constrói veículo movido a energia solar


Na procura por alternativas para as máquinas abastecidas por petróleo, a energia solar é uma das que menos polui. Carros movidos a luz solar já estão sendo desenvolvidos, mas ainda são muito caros para os consumidores finais. Cansado de esperar, o americano Brent Hatch resolveu economizar e poluir menos desde já, e construiu seu próprio veículo movido a energia solar.

O veículo foi criado a partir de uma bicicleta. O site Engadget comparou o modelo ao SUNN Solar Car Kit, um conjunto de peças que custa US$ 4,5 mil (pouco mais de R$ 7,5 mil) e traz todo o aparato para que um carro movido a energia solar seja montado. Entretanto, Brent decidiu dispensar ajuda e construiu seu próprio veículo do zero.

Segundo o site Ubergizmo, a motivação do inventor era acabar com o alto gasto com combustível, cerca de US$ 700 (cerca de R$ 1,2 mil) mensais, já que ele e sua esposa têm 7 filhos que precisam que ser levados a escola e outros lugares. A solução foi comprar uma bicicleta de oito assentos e afixar a ela um teto com painéis solares e um motor elétrico.

FONTE: MAGNET