sexta-feira, 23 de maio de 2008
Um dos mais disputados domínios do mundo, America.com vai a leilão
quarta-feira, 30 de abril de 2008
SAP adia lançamento de software novo depois de 1o tri fraco
A SAP atingiu o limite inferior de sua meta anual de crescimento de vendas de software e serviço, e manteve sua projeção de vendas, na quarta-feira, à medida que começa a integrar a Business Objects, a maior aquisição já realizada pelo grupo.
Mas a alta de 15 por cento nas vendas de software e serviços, o principal indicador de desempenho da SAP, ficou abaixo das expectativas do mercado.
Em termos de câmbio constante, a empresa informou que essa alta seria de 24 por cento.
A SAP informou que o mercado dos EUA estava difícil, ecoando comentários da rival Oracle, no mês passado.
"O mercado norte-americano foi mais difícil que o esperado, no primeiro trimestre", disse o presidente-executivo Henning Kagermann em entrevista telefônica coletiva. "Continuamos a acompanhar o mercado dos EUA com muita atenção."
Os resultados da SAP mantiveram a tendência desanimadora do setor de software no trimestre, que reverte a situação dos trimestres anteriores, quando os fornecedores de software empresarial pareciam protegidos contra os efeitos de uma desaceleração na economia norte-americana.
A Oracle anunciou vendas de software inferiores às esperadas, no mês passado, e alguns produtores de software de menor porte, como a Software AG, Lawson e Epicor também decepcionaram.
As ações da SAP caíram em 7 por cento do começo do ano para cá, e seu desempenho é 11 por cento inferior ao do índice europeu de tecnologia, mas a razão preço/lucro da ordem de 18, de acordo com a Reuters Estimates, ainda a torna comparativamente cara, diante do setor.
"Em meio a resultados pouco inspiradores e com contribuição fraca da Business Objects, acreditamos que os fatores de risco ainda pesem mais que as oportunidades", afirmou Bernd Laux, analista da Chevreux.
FONTE: REUTERS
domingo, 27 de abril de 2008
Blogueiros profissionais trabalham até a exaustão
Uma força crescente de trabalhadores, blogueiros e empresários que usam suas casas como escritórios, armados de computadores e celulares inteligentes, conectados até a raiz dos cabelos, labutam sob grande estresse físico e emocional, criado pela economia da Internet que funciona 24 horas por dia e exige uma corrente ininterrupta de notícias e comentários.
É claro que os blogueiros poderiam trabalhar em outro lugar, e eles professam amor pela ação ininterrupta e pela possível oportunidade de criar um veículo mundial de mídia sem grande investimento financeiro. Ao mesmo tempo, alguns começam a se perguntar se alguma coisa saiu muito errado no conceito. Nos últimos meses, dois dentre eles morreram subitamente.
No mês passado, em Forth Lauderdale, Flórida, foi realizado o sepultamento de Russell Shaw, um blogueiro prolífico que tratava de assuntos tecnológicos e morreu aos 60 anos de ataque cardíaco. Em dezembro, outro blogueiro especializado em tecnologia, Marc Orchant, morreu de enfarte coronário fulminante aos 50 anos. Um terceiro, Om Malik, 41, sobreviveu a um ataque cardíaco em dezembro.
Outros blogueiros se queixam de ganho ou perda de peso, distúrbios do sono, exaustão e outros males nascidos do desgaste constante de produzir para um ciclo de informação e notícias que nunca pára, como o da Internet.
É certo que não existe um diagnóstico oficial de "morreu de blog", e a morte prematura de duas pessoas obviamente não se qualifica como epidemia. E tampouco se pode ter certeza de que o estresse profissional contribuiu para essas duas mortes. Mas amigos e familiares das vítimas, e colegas que trabalham em sistema semelhante, dizem que as mortes os fizeram pensar sobre o perigo do estilo de trabalho que adotaram.
A pressão atinge até mesmo aqueles que trabalham por conta própria ¿e são bem remunerados por isso.
"Não morri ainda", disse Michael Arrington, fundador e co-editor do TechCrunch, um popular blog de tecnologia. O site gerou milhões de dólares em receita publicitária, mas o custo foi ponderável: Arrington diz que ganhou mais de 13 quilos nos últimos três anos, sofre de distúrbios graves do sono e transformou sua casa em escritório para ele e outros quatro funcionários. "Em determinado momento, terei um colapso nervoso e serei internado em um hospital, ou algo assim vai acontecer".
"Esse ritmo não é sustentável", disse.
Não se sabe quanta gente escreve blogs remunerados, mas o número certamente atinge a casa dos milhares ou talvez dezenas de milhares.
O surgimento dessa categoria de trabalhador da informação segue em paralelo com o desenvolvimento da economia online. Porque a Internet se tornou uma importante mídia editorial, a publicidade agora se transferiu para a rede com toda a força.
Mesmo em empresas estabelecidas, a Internet mudou a natureza do trabalho, permitindo que as pessoas instalem escritórios virtuais e trabalhem de qualquer lugar, a qualquer hora. A flexibilidade tem um lado negativo, já que os trabalhadores estão sempre a um clique de distância dos encargos profissionais. Para os obsessivos trabalhadores do setor de informação, isso pode querer dizer não sair de casa jamais.
Existe uma crescente legião de cronistas online, reportando e refletindo sobre esporte, política, negócios, celebridades e todos os nichos concebíveis. Alguns escrevem por diversão, mas milhares o fazem para empresas - como funcionários ou prestadores de serviços -, ou criaram companhias próprias de mídia, com o objetivo de lucrar.
Uma das categorias mais competitivas é a de blogs sobre desenvolvimentos tecnológicos e notícias de tecnologia. Eles vivem em feroz e ininterrupta competição para divulgar notícias sobre empresas, apresentar produtos novos ou expor mancadas corporativas.
Ao vencedor, os benefícios de ego - e também, potencialmente, a publicidade. Os blogueiros que escrevem para esses sites muitas vezes recebem por post, ainda que alguns sejam pagos com base no número de leitores que atraem. Eles criam audiência furando a concorrência ou ao publicar imenso volume de informações - ou ambos.
Alguns sites, como os da Gawker Media, pagam salários base e bonificações aos blogueiros que atinjam metas, por exemplo 100 mil visitas mensais à página que redigem. Depois, a meta é elevada, como no caso de vendedores que faturem comissões: quanto mais textos, mais dinheiro.
Os blogueiros de alguns dos maiores sites dizem que os escritores podem ganhar US$ 30 mil (cerca de R$ 50 mil) ao ano, inicialmente, e que alguns deles atingem os US$ 70 mil (R$ 115 mil). Alguns dos mais incansáveis ultrapassam a marca de US$ 100 mil, e alguns empresários do setor criaram pequenos impérios na Internet que geram centenas de milhares de dólares ao mês. Outros escritores que estão tentando fazer carreira com blogs dizem que conseguem faturar apenas por volta de US$ 1 mil mensais (R$ 1,7 mil).
Velocidade pode ser essencial. Caso um blog seja superado por um milissegundo, o post de outra pessoa é que atrairá a audiência, os links e a maior porção das verbas publicitárias.
"Não há um momento sequer - nem mesmo durante o sono - em que a pessoa não esteja preocupada com a possibilidade de estar perdendo uma matéria", diz Arrington.
"Não seria ótimo se a gente adotasse uma regra que diz que nenhum blogueiro pode postar texto novo entre as 20h, hora do Pacífico, e o raiar do dia seguinte? Assim poderíamos todos descansar", disse Arrington. "Mas isso nunca vai acontecer".
FONTE: THE NEW YORK TIMES
Tradução: Paulo Migliacci ME para o Terra.
terça-feira, 22 de abril de 2008
Mercado Eletrônico movimenta R$ 8,5 bi no trimestre
O número é equivalente a um aumento de 41% em comparação ao mesmo período de 2007, quando foram movimentados R$ 6 bilhões.
O resultado está alinhado à previsão da companhia de fechar o ano com 30% de crescimento em valores transacionados. No ano passado, o portal superou a marca dos R$ 35 bilhões.
O desempenho positivo no primeiro trimestre foi impulsionado pelo crescimento do Outsourcing (terceirização de compras), que registrou um aumento de 128% no mesmo período. Outro destaque foi o Sourcing (metodologia de negociação que analisa cada categoria de compra para obter o menor custo de aquisição), juntamente com negociações realizadas por meio do Leilão Reverso (negociação eletrônica em que os fornecedores disputam pelos melhores lances).
No primeiro trimestre de 2007, o Mercado Eletrônico aumentou em 68% o número de processos de compras realizados por meio desses serviços. O Spend Analysis (serviço que possibilita identificar e priorizar oportunidades de ganho em suprimentos por meio da classificação dos gastos por categoria de compras e do mapeamento dos respectivos processos de aquisição de uma empresa), cresceu mais de 100%.
"O resultado positivo vem igualmente das soluções de e-procurement e colaboração, que possibilitam significativas reduções de custos, aumento da produtividade dos profissionais e amplo controle e gestão dos processos", explica Eduardo Nader, presidente do Mercado Eletrônico.
FONTE: InvestNews
terça-feira, 1 de abril de 2008
Novo sistema de busca brasileiro premia internauta por pesquisas realizadas
São Paulo - Wini oferece vales e cupons de desconto em lojas virtuais a usuários que utilizam buscas do Google e do Buscapé a partir do site.
Inspirado no serviço norte-americano Blingo, estréia no Brasil, na quarta-feira (02/03) o Wini, portal em que os internautas poderão fazer buscas utilizando as ferramentas do Google e do Buscapé com uma vantagem: a chance de ganhar prêmios a cada 5 minutos.
O sistema designa randomicamente os ganhadores dos prêmios, que incluem vales compras ou descontos em lojas parceiras do serviço. Até a estréia, o serviço já contava com oito lojas participantes, incluído as LojasKD, Sepha Cosméticos, Furuta, Net Movies e Camiseteria.com.br.
No primeiro mês de funcionamento, o Wini deve distribuir entre 15 mil e 17 mil cupons, segundo Ricardo Cabianca, diretor da Ca’bianca Comunicações e Negócios, parceira da WB4B na oferta do serviço.
A previsão é de que o site tenha mais de 3 milhões de pageviews e 200 mil usuários cadastrados no primeiro mês de operação.
O modelo de receita é baseado em links patrocinados e ações especiais patrocinadas pelas lojas – como a oferta de um prêmio especial anunciado em banner ou campanhas voltadas a públicos específicos.
“Também planejamos criar comunidades onde os usuários poderão trocar os vales. Se você ganhou um cupom de desconto na loja A e prefere comprar na loja B poderá fazer a troca por meio desta comunidade”, explica Ca’bianca.
Segundo o executivo, os resultados exibidos nos sites são iguais aos que seriam encontrados nas ferramentas originais – Google e Buscapé.
sexta-feira, 28 de março de 2008
Mercado brasileiro de banda larga deve movimentar R$ 2,3 bilhões este ano
Até o fim do ano, os negócios com banda larga devem movimentar R$ 2,3 bilhões no Brasil, um aumento de 35% se comparado a 2007, que registrou R$ 1,7 bilhão. Os dados são de um estudo realizado pelo TechLab (laboratório de pesquisas e análise de tecnologias) da E-Consulting. A estimativa leva em consideração as operadoras, que representam 77% desse total, e os provedores de Internet.
A taxa de penetração da banda larga deve alcançar cerca de 6,3% da população, tendo como base os 180 milhões de brasileiros. Em 2007, essa taxa foi de 4,2%. A expectativa é de que, até o final de 2008, aproximadamente 44 milhões de pessoas no Brasil possam se conectar à Internet, independentemente do ambiente, aparelho ou mídia. Dessas, espera-se que 26,1% tenham acesso à banda larga, ou seja, um total de 11,5 milhões de usuários.
Em 2007, perto de 38 milhões de internautas navegaram pela Web, sendo que 8,8 milhões de pessoas tiveram acesso à banda larga, uma penetração perto de 23,1%.
Em 2009, o Brasil deve totalizar 17 milhões de usuários conectados em banda larga, levando o mercado a alcançar o patamar de R$ 3,1 bilhões em negócios entre utilização residencial e corporativa.